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quarta, 15 de agosto de 2018

OI Nega!

30-julho-2015 Rafael Holanda

Nas décadas de 60, 70, 80 e boa parte da de 90, Patos teve um rádio esportivo muito forte. A rádio Espinharas, a primeira de nossa cidade, revelou para o nordeste grandes profissionais que só engrandeceram a radiofonia patoense. Eram formadas grandes equipes esportivas, que encantavam com suas transmissões, o torcedor de Patos e região. Era comum ver aos domingos, pessoas com seus rádios ligados esperando a hora de começar o noticiário  esportivo. Assim, surgiram como grandes formadores de opinião pública no setor esportivo, nomes como José Augusto Longo, Luiz Gonzaga de Morais, Juarez Farias, Marcos Lemos, Nestor Gondin, Adalberto Pereira, Aluízio Araújo, Virgílio Trindade, Dedé Santana, este que vos escreve e outros que não recordo no momento. Depois, foi instalada a rádio Panaty. Ali apareceram outros grandes nomes como Silvio Romero, Roberto Fortunato, entre outros. Eu diria que até o início da década de 80, o rádio esportivo patoense não só era de qualidade, como era respeitado em todo o estado da paraíba.

Mas, quero me referi a um nome que foi, na minha opinião, um dos maiores narradores esportivo do nordeste. Edleuson Franco. Vejo o rádio esportivo de Patos, dividido em duas partes: Antes e depois de Edleuson Franco. No período em que esteve conosco, ele foi a alegria e competência nas transmissões esportivas. Os dias de jogos das equipes patoenses tornavam-se uma grande festa nas ondas da rádio Espinharas. O torcedor viajava no tempo, imaginando cada jogada narrado por ele. Edleuson conseguia transformar um jogo ruim, numa grande partida de futebol. Na verdade, ele sempre teve a preocupação de passar o melhor para o seu torcedor-ouvinte. E, não resta dúvida, que ele conseguia.

Tive o privilégio de trabalhar ao seu lado. Fui repórter de campo e, posteriormente, fui seu comentarista. Sou testemunho do amor que ele tinha pelo o que fazia. Amava o rádio e, mais ainda, a rádio Espinharas. Detalhista, fazia o possível e o impossível para não faltar com uma transmissão esportiva, por mais simples que fosse. Quantas e quantas vezes discutia com os responsáveis para colocar a transmissão no ar. Queria que tudo estivesse certo para o início da narração. Era, de fato, um grande profissional. Certamente, a sua vida daria um grande e delicioso livro. Mas neste breve comentário gostaria de homenagea-lo com uma de suas frases, que durante o tempo em que ele esteve entre nós, foi o mais popular jargão do rádio esportivo da paraíba. Em todos os jogos em que narrava, tinha uma vinheta com o seu nome. Quando o operador, lá do estúdio soltava””Edeluson Francoooo”! Ele respondia pra delírio da galera: “OI NEGA”. Depois continuava com a sua brilhante narração.

Quem teve a oportunidade de acompanhar o seu trabalho sabe que eu não estou exagerando ao afirmar: O rádio esportivo de Patos nunca mais foi mesmo depois que Edleuson se foi!

Luís Carlos

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