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sábado, 18 de novembro de 2017

Outra vez Damião desta feita, o “Escritor”!

28-outubro-2015 Sílvio Darlan

Por vezes confundimos criatura e criador como num processo de osmose e necessário se faz muita cautela e uma dose inigualável de perícia para separar um do outro sem, contudo perder as peculiaridades inerentes às partes.

Conheci a personagem desta crônica por uma irresistível paixão ou obsessão compulsiva pela história de um nome que desbravou com coragem os sertões sofridos espalhando sementes de esperança num grito que ecoou na caatinga.

Inegavelmente um mensageiro da boa nova de estatura pequena, oriundo das terras além mar deixou seu torrão natal para se tornar um peregrino em busca de cumprir a missão que lhe fora confiada pelo sacramento da ordem dos frades capuchinhos.

E, ele fez deste propósito sua única meta de existência, percorrendo estradas, subindo serras, arrastando multidões e instigando a curiosidade de cristãos católicos sobre sua pregação discorrida em tom apocalíptico.

Seu nome Frei Damião de Bozzano e carrega em si inúmeras histórias, lendas tornando-se aos olhos dos mais simples um verdadeiro santo e fazendo florir aí um parâmetro para o seguimento da cristandade nas terras sertanejas.

Quanto à personagem principal deste enredo talvez não seja necessariamente um palatino da santidade, contudo congrega em si virtudes memoráveis como a generosidade, o caráter, a ética e uma pitada abundante de teimosia.

Por isso, estas duas personagens são interpostas nesta história por trazerem consigo o mesmo nome sendo que outra vez Damião desta feita, o “Escritor”!

Sim, a teimosia travestida de perseverança foi o combustível para motivar Damião Lucena a empreender uma verdadeira saga para lançar não para seu deleite próprio, orgulho aristocrático nem tampouco narcizismo o seu livro: “Patos de todos os tempos”.

Vi tantas vezes o automóvel com aquele estranho protótipo da obra percorrer os logradouros da morada do sol chamando a atenção de uns e aguçando o ávido desejo de leitura pelas 620 páginas de pura historicidade.

E a data do lançamento era esperada como o vigia pela aurora. O dia mor chegou e com ele o nascimento de um “Escritor” parindo sua obra rodeado de expectadores, ou melhor, uma platéia recheada de amigos.

Mais do que um simples lançamento de livro ou noite de autógrafos os presentes foram brindados com uma aula “viva” de história, um desabafo sincero das agruras de um escritor e suas implicações na sua vida.

É bem verdade que os percalços no caminho, as pedras de tropeço, as incompreensões são uma constante para todos os que entendem que a cultura, a leitura e a educação são molas propulsoras do progresso da humanidade.

Peremptoriamente o livro “Patos de todos os tempos” é a prova cabal do florescimento de um imortal por que imortalizou o que há de mais precioso, sua terra, seu povo, sua gente, sua história.

Aos que num “parecer” ou “perecer” frio e desatento proposto no enquadramento de uma sala irreal ou oculto no mundo virtual negaram um incentivo a obra por ser paroquiana e não de cunho estadual segundo sua análise recebam o frutuoso sucesso da edição ora em destaque.

Se possível se debrucem nas paginas didáticas da obra e seu valor inestimável para o rol de nossa amada terra, que, diga-se de passagem, faz segundo a Constituição Paraibana parte integrante do território estadual merecendo todo o apreço e consideração inclusive da Lei de Incentivo à Cultura.

No hino de nossa querida cidade entoamos assim: “Os seus filhos nos recantos mais distantes sussurram seu nome sutil. São homens de feitos brilhantes amando e honrando o Brasil”!

Tal estrofe se aplica nesta nova fase da vida do amigo, Damião Lucena e de seu terceiro filho nascido das entranhas de sua alma e do seu desejo incansável de ver “Patos de todos os Tempos e todos os Tempos em Patos”!

 

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