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terça, 23 de maio de 2017

Participação da juventude na política, um desafio para o nosso tempo

12-janeiro-2017 Sílvio Darlan

Nos últimos meses fomos bombardeados por informações que muitas vezes traziam no seu conteúdo político uma série de menções a corrupção de servidores públicos dos mais diversos níveis da nossa federação, o ponto máximo de tudo isso foi a culminância do impedimento definitivo da presidente Dilma em governar.  Esse episódio gerou de imediato repercussões das mais diversas, uma delas veio junto com o resultado das eleições municipais com uma crescente derrocada dos partidos ligados à esquerda que serviam de sustentação ao governo petista.

Diante de tudo isso devemos tomar como proveito lições que no constante servirá de base para evitar futuros erros. Tive a valorosa oportunidade de acompanhar em Brasília todas as votações e discussões em torno do afastamento da presidente, vi pessoas com bem mais idade que eu numa verdadeira vigilância em manifestações, bem como jovens que não se furtaram em participar daquele momento, me senti de fato um privilegiado em estar envolvido daquilo tudo, e muito mais por me sentir útil com aquelas centenas de jovens que tomavam uma posição política e militavam.

Os jovens não são sujeitos isolados do restante da sociedade. E, se a sociedade tem sido solo para o germe de um sentimento de descrença na política, é natural que os jovens também reflitam este sentimento. Mas, isso significa que a juventude rejeita a política?

Pesquisas recentes têm feito este questionamento à juventude. Tem sido comum entre as respostas, a seguinte afirmação: “Não gostamos de política”. No entanto, esta postura muda radicalmente quando o tema passa a ser participação social. Quando isso ocorre, os jovens atribuem grande importância ao tema, mostram engajamento.

Ora, a participação social não é a melhor tradução da política? Política não é apenas partido e governo. A noção de política, pelo contrário, se amplia para a ideia de participação pública e coletiva. Que jovem, hoje, não se identifica com engajamento social? As recentes manifestações mostram este envolvimento profundo.

Sim, os jovens se importam com a política, e são fundamentais em seu desenvolvimento. Sua participação na vida pública de seu município, de seu estado, do país, é vital. São eles que - a partir de sua formação humana, profissional e religiosa – terão papel de destaque na definição dos rumos da nação.

Pobre do país que não escuta seus jovens, nos mostra a experiência e, também, a palavra sagrada. “Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem”, diz o apóstolo Paulo em I Timóteo 4:12.

O jovem é um revolucionário. É dele que surgem as faíscas que detonam a construção do futuro. Esta chama não pode ser abafada, mesmo que, por vezes, imaginemos - em nosso receio do novo - que ela se alastrará fora do nosso controle. É preciso dar crédito ao poder afirmativo de nossos moços e moças.

Portanto, em um momento em que precisamos tanto de união e de entendimento, envolver a juventude no propósito de um país mais coeso é papel de todos nós. Por isso a importância de incentivar o debate de ideias, a livre manifestação de pontos de vista. Somente assim poderemos fazer despertar nos mais novos a certeza de que os temas públicos dizem respeito à sua vida. É necessário fomentar no jovem o gosto da participação.

Sílvio Darlan – Acadêmico em Direito (Faculdades Integradas de Patos) FIP

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