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Semiárido

Sistema de alta pressão intensifica calor em grande parte do setor norte do Nordeste

O físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira explica que a elevação gradativa da temperatura é normal nessa época do ano, e que o mês de pico é dezembro

02/10/2019 05h57
Por: Ary Ramalho
Fonte: Ciência em Foco
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Durante o mês de setembro, e toda a primavera do hemisfério Sul, que dura de 23 de setembro a 21 de dezembro, é comum a atuação dos chamados centros de alta pressão atmosférica sobre o Semiárido, que são sistemas meteorológicos situados em altos níveis na atmosfera e que apresentam como principais características o giro dos ventos em sentido anti-horário, associado a intensa subsidência de ar frio e seco, tal comportamento dos ventos em altitude, inibe a formação de nebulosidade precipitante na região sobre influência desses sistemas, deixando a superfície muita exposta a radiação solar durante dias seguidos, com queda significativa dos índices de umidade do ar, que em alguns casos pode representar risco à saúde.

O físico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira explica que a elevação gradativa da temperatura é normal nessa época do ano, e que o mês de pico é dezembro, que coincide com o início do verão no hemisfério sul.

 

Além de dezembro, os meses de novembro e janeiro também merecem destaque devido a ocorrência de elevadíssimas temperaturas no semiárido, e o estudioso recomenda as pessoas a beberam bastante água, e usarem roupas leves, além de evitarem exposição à radiação solar, principalmente entre às 10:00 hs da manhã e às 16:00 hs devido à alta incidência na região dos raios ultravioleta que podem provocar câncer de pele.

 

É indispensável o uso de protetor solar afirma o físico, a fim de amenizar os efeitos dos raios ultravioleta, que podem provocar danos à epiderme da pele, e além de câncer, esses raios também têm a capacidade de causar envelhecimento precoce.

 

Com El Niño finalizado, estudioso prevê 2020 sem El Niño

 

Alguns efeitos do El Niño que afetou o clima do semiárido em 2019 ainda estão presente na atmosfera da região, mas o fenômeno em si está em fase terminal, afirma do estudioso Rodrigo Cézar Limeira.

 

O mesmo El Niño que gerou muita irregularidade na estação chuvosa do Semiárido do setor norte do Nordeste em 2019, não atuará durante a quadra chuvosa de fevereiro a maio do próximo ano.

 



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