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13 médicos

Médicos se demitem da UPA, em Princesa Isabel, por questões de salários

os profissionais que prestavam serviços à população na unidade de saúde, alegam redução de salários e falta de pagamento em meses do ano de 2019

12/02/2020 19h16
Por: Ary Ramalho
Fonte: Blog Aryel de Aquino
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

13 médicos pediram demissão nesta terça-feira (11/02) da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), em Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba.

Em nota, os profissionais que prestavam serviços à população na unidade de saúde, alegam redução de salários e falta de pagamento em meses do ano de 2019.

Confira na íntegra a nota:

“Como todos sabem, em razão dos recentes escândalos de corrupção denunciados pela Operação Calvário, o Governo do Estado da Paraíba rescindiu contrato com as Organizações Sociais que administravam alguns serviços de saúde do Estado, entre eles a UPA de Princesa Isabel.

Através dessa nota, queremos divulgar para toda a população, que o Estado da Paraíba reduziu o salário de TODOS os funcionários da UPA: médicos, equipe de enfermagem, administração, recepção, serviços gerais. Reduziu para TODOS.

Nosso questionamento é que antes, o Estado repassava o dinheiro para uma organização social, que era responsável por pagar nossos salários. Agora que não tem mais organização social (instituição atravessadora), nosso salário diminuiu, em alguns casos pela metade. Diminuiu o salário, mas a escala de trabalho é exatamente a mesma.

Como explicar isso? Se vai pagar diretamente ao funcionário, porque não pelo menos manter o que cada funcionário recebia?

Outro fato: os médicos estão sem receber os salários de fevereiro e março de 2019. E os funcionários não receberam a rescisão de contrato que tiveram em março de 2019, quando a empresa ABBC saiu e a empresa Acqua entrou na administração da UPA.

Lembrando aqui, que o estado é co-responsável pelo pagamento dos funcionários, pois tinha poder pra intervir na situação. O Estado da Paraíba até hoje não se posicionou sobre essa questão da ABBC.

Tentamos negociar com o Estado a situação salarial, para pelo menos manter o mesmo salário para todos, mas não fomos ouvidos. Por isso a decisão de demissão coletiva.

13 médicos já se demitiram. Temos certeza que as outras categorias não fizeram o mesmo por questão de necessidade e fragilidade.

Estamos dispostos a conversar com a Secretaria Estadual de Saúde sobre nossa situação.

Que Deus abençoes a todos!”.

André Souza

Messias Mendes

Mayara Leite

Agra Simão

Ebenone Antônio

Jailson Santos

Jailson Paixão

Erivaldo Romão

Hicaro

Nadjane

Bianca Parente

Davis