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Nacional de Patos rebate parecer de procurador do TJDF-PB, que concordou com tese do Sousa

Assessor jurídico do Canário do Sertão, o advogado Maikon Minervino discorda do argumento e reitera tese de que Jó Boy jogou de maneira irregular no Campeonato Paraibano deste ano

11/03/2020 10h59
Por: Ary Ramalho
Fonte: GE/PB
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Assessor jurídico do Nacional de Patos, Maikon Minervino discorda da tese do procurador do TJDF-PB — Foto: Acervo Pessoal
Assessor jurídico do Nacional de Patos, Maikon Minervino discorda da tese do procurador do TJDF-PB — Foto: Acervo Pessoal

Nacional de Patos rebateu nesta segunda-feira o parecer do procurador-geral do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB), Fábio Trindade, que defende que o atacante Jó Boy não sabia que havia sido condenado pelo TJDF-PB e, por isso, sua escalação no Campeonato Paraibano deste ano, pelo Sousa, não pode ser considerada irregular. De acordo com o parecer, o próprio tribunal comprometeu a ampla defesa do jogador, já que não informou com eficiência ao réu sobre os atos processuais, incluindo a decisão que o condenou ao gancho de um jogo. O Nacional de Patos alega que Jó Boy jogou pelo Campeonato Paraibano deste ano de maneira irregular na partida do Sousa contra o Sport Lagoa Seca.

Para o assessor jurídico do Nacional de Patos, Maikon Minervino, o parecer de Fábio Trindade é contraditório.

- Ele (o procurador) fala apenas da citação do atleta. O atacante Jó Boy, quando foi suspenso, teria que cumprir o jogo. O equívoco principal dele (procurador) é baseado nos artigos 46 e 47. O São Paulo Crystal era o clube que ele defendia, e defendeu o atleta. No site da Federação tem o resultado do julgamento, então eles já eram conscientes. Não tem como o tribunal dizer que ele não tinha consciência dessa punição. É uma tese levantada pela procuradoria que não deveria prosperar - avaliou.

Jó Boy foi expulso no jogo de volta da decisão da 2ª divisão do Campeonato Paraibano do ano passado, quando ainda defendia o São Paulo Crystal - o jogo foi contra o Sport Lagoa Seca, no dia 12 de outubro de 2019.

O julgamento só aconteceu no dia 9 de dezembro. A essa altura, o atacante já estava sem contrato com o Tricolor de Cruz do Espírito Santo. Tanto a linha de defesa do Sousa quanto o parecer do procurador do TJDF-PB entendem que Jó Boy não foi intimado para a defesa.

Segundo o documento do resultado do julgamento, o São Paulo Crystal não enviou defesa para Jó Boy. De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), realizada a citação, o processo tem seguimento independentemente da presença ou não do réu.

Até o momento, a procuradoria ainda não ofereceu denúncias quanto ao mérito dos casos de notícias de infração ingressadas referentes a denúncias de supostas escalações irregulares no Paraibano deste ano. O parecer do procurador Fábio Trindade, no entanto, será lido nesta quinta-feira, em sessão do Pleno do TJDF-PB, quando será julgado um pedido de revisão de acórdão, interposto por Jó Boy, que alega que não teve amplo direito a defesa no julgamento em que foi condenado a um jogo de suspensão.

 

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