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Durante fiscalização

Hospitais de Teixeira e Aroeiras, na PB, estão interditados eticamente há dois meses

De acordo com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), as unidades de saúde não têm condições de funcionar da forma em que estão

15/03/2020 15h15
Por: Ary Ramalho
Fonte: G1-PB
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Os Hospitais Municipais de Aroeiras e Teixeira estão interditados eticamente há dois meses. De acordo com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), as unidades de saúde não têm condições de funcionar da forma em que estão, com ausência de equipamentos indispensáveis e falta de equipe médica.
 
A indicação da interdição dos dois hospitais aconteceu no dia 16 de janeiro de 2020, mas a interdição ética só teve início à 0h do dia 17 do mesmo mês. Segundo o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, até este domingo (15), ainda não havia nenhuma alteração em relação a desinterditar as unidades.
 
Hospital de Teixeira
 
Hospital Municipal de Teixeira, Sertão da PB, é interditado eticamente pelo CRM-PB
Foto: Divulgação/CRM-PB
O Hospital Municipal Sancho Leite, em Teixeira, no Sertão da Paraíba, foi interditado no dia 16 de janeiro, pelo CRM-PB. O órgão identificou falta de equipe médica, além de ausência de equipamentos básicos e material cirúrgico. A unidade de saúde abastece o atendimento de várias cidades vizinhas, como Matureia, Desterro, Cacimbas e até cidades de Pernambuco.
 
Durante a fiscalização, o CRM-PB identificou falta de equipe médica e direção técnica, ausência de equipamentos básicos, como material cirúrgico, eletrocardiograma, monitor cardíaco, cardioversor e Raio X.
 
“O hospital não tem a mínima condição de realizar qualquer procedimento cirúrgico. No momento em que fizemos a fiscalização, não havia nenhum médico no hospital”, ressaltou João Alberto.
 
De acordo com a Prefeitura de Teixeira, uma lei foi sancionada no município alterando o nome do Hospital Municipal Sancho Leite para Unidade Mista de Saúde Sancho Leite. Dessa forma, conforme explicou a assessoria de imprensa da prefeitura, os atendimentos que antes não poderiam ser feitos devido à ausência de uma equipe médica, passam a ser possíveis.
 
No entanto, conforme o CRM-PB a documentação não havia chegado ao Conselho até esta sexta-feira (13) e, por isso, a unidade de saúde ainda não foi desinterditada. Inclusive, os médicos continuam sem prestar atendimento.
 
Para não prejudicar a população, os atendimentos estão sendo realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), de segunda a sexta-feira, de manhã e de tarde. No Hospital os atendimentos são feitos por enfermeiros e técnicos de plantão.
 
Sobre o material que foi exigido pelo CRM-PB, a prefeitura explicou que como a administração mudou a nomenclatura para voltar a entender, eles deixam de ser obrigatórios. No entanto, está sendo realizada uma reforma e ampliação para que a unidade de saúde volte a atender como hospital.
 
Hospital de Aroeiras
 
Fiscalização do CRM-PB identificou mofo em paredes do Hospital Municipal de Aroeiras
Foto: Divulgação/CRM-PB
O Hospital Municipal Doroteia Marques de Aguiar, que fica em Aroeiras, no Agreste paraibano, foi interditado eticamente pelo CRM-PB também no dia 16 de janeiro. Uma fiscalização feita pelo órgão identificou irregularidades na unidade, como falta de médicos e equipamentos e mofo e infiltrações nas paredes.
 
Conforme o CRM-PB, durante a vistoria, a equipe de fiscalização identificou que o hospital não tem equipe médica completa. Além disso, o laboratório só funciona três vezes por semana e a unidade não tem direção técnica.
 
Interdição do Hospital Municipal de Aroeiras começou às 0h de sexta-feira, 17 de Janeiro
Foto: Divulgação/CRM-PB
“Infelizmente, um hospital não pode funcionar desta forma. Esperamos que esses problemas sejam resolvidos o mais rápido possível para que a população tenha um atendimento digno”, explicou o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.
 
De acordo com a secretária de saúde do município, Ângela Marques, em novembro de 2019 foi iniciada uma reforma na unidade de saúde que deve terminar em maio de 2020. O hospital funciona apenas para pronto-atendimento, fazendo os primeiros socorros e referenciando para outros locais. Como atende casos de urgência e emergência, a unidade acaba sendo um ponto para qualquer situação de cidades próximas que não possuem hospitais.
 
Atualmente, o hospital não tem leitos e a estrutura foi realocada para uma unidade básica de saúde, que não comporta a quantidade de leitos que existia no hospital. Por isso, todos os casos de pacientes mais graves ficam em observação por até 24h. Caso seja necessário, o paciente é transferido para o Hospital de Queimadas ou algum hospital de Campina Grande.

 

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