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João Pessoa

Posto de combustível abastecia em quantidade menor e gerava prejuízo ao consumidor em João Pessoa

As equipes fiscalizaram um posto localizado no bairro do Geisel e outro no bairro do Cristo.

10/05/2019 08h24
Por: Jonnathan Vieira
Fonte: Marcelo José
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Um gerente de posto de combustível foi preso pelo fato de o estabelecimento abastecer quantidade menor do que a que aparecia no medidor. O flagrante ocorreu nesta terça-feira, dia 7, durante operação do MP-Procon e outros órgãos de fiscalização nos bairros do Geisel e Cristo Redentor, em João Pessoa.

Leitores do Blog tem enviado reclamações fazendo questionamentos sobre a qualidade e a quantidade de combustíveis, com relatos de casos de problemas no funcionamento do motor e quilometragem percorrida.

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O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) e órgãos de fiscalização realizaram, nesta terça-feira (7), uma operação em dois postos de combustíveis localizados em João Pessoa para averiguar se os estabelecimentos estão cumprindo as normas de segurança, o Código de Defesa do Consumidor, bem como questões fiscais e ambientais. Foram identificadas irregularidades em dois estabelecimentos. O gerente de um estabelecimento foi preso em flagrante e levado para a Delegacia do Consumidor, na Central de Polícia e aguarda audiência de custódia. A segunda pessoa também foi conduzida à Delegacia do Consumidor, mas foi liberada por não ser o gerente do outro posto fiscalizado.

Participaram da operação o diretor-geral e o vice-diretor do MP-Procon, os promotores de Justiça Francisco Glauberto Bezerra e Francisco Bergson Formiga, respectivamente, profissionais da Secretaria Estadual da Receita (SER-PB), da Polícia Civil, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Corpo de Bombeiros, Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial da Paraíba (Imeq), Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e da Agência Reguladora da Paraíba (ARPB).

As equipes fiscalizaram um posto localizado no bairro do Geisel e outro no bairro do Cristo. Nos dois, foram encontradas bombas de GNV (gás natural veicular) com problemas na vazão, em que o volume efetivamente entregue ao consumidor era menor do que a quantidade paga, gerando prejuízos aos clientes.

No posto do Geisel, a diferença variou de 4% a 8%, quando o tolerável pela Portaria 32/1997 do Inmetro é uma diferença na vazão de 1% para mais ou para menos. No posto localizado no bairro do Cristo, foram encontradas irregularidades em três dos quatro bicos de abastecimento de GNV. Eles foram lacrados pelo Imeq e o gerente, preso em flagrante. Ele vai responder pelo crime previsto no artigo 1°, inciso I, da Lei 8.176/1991, por distribuir e revender derivados de petróleo e gás natural, em desacordo com as normas estabelecidas na forma da lei. A pena varia de um a cinco anos de detenção.

Conforme explicou Glauberto Bezerra, a operação faz parte do programa de prevenção a acidentes de consumo e visa verificar a qualidade e a quantidade do combustível que está sendo vendido ao consumidor.

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