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processo inédito

Defensores públicos consagram Madalena Abrantes como candidata mais votada para Conselho Superior

Ao longo desses anos, graças ao seu carisma, fé, destemor e perseverança ela teve sua identidade com a DPE-PB consolidada pela contribuição determinante a conquistas históricas, como a nomeação dos defensores públicos concursados, a autonomia administrativa e financeira da Instituição e a paridade salarial entre ativos e inativos, além da luta incessante pela fixação dos subsídios

22/08/2020 12h07
Por: Ary Ramalho
Fonte: Por Cândido Nóbrega
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Com 148 sufrágios, a defensora pública Madalena Abrantes foi a candidata mais votada para integrar o Conselho Superior da Defensoria Pública da Paraíba no biênio 2020/2022, durante processo inédito e, portanto, histórico, realizado durante todo o dia de ontem, nas formas eletrônica e virtual. Os outros quatro membros eleitos para o Órgão foram Gerardo Rabello, Coriolano Sá Filho, Elson Carvalho e José Celestino.

A aclamação de Madalena por quase 72% do eleitorado simboliza mais que uma escolha, a confiança, respeito, reconhecimento e aprovação à sua atuação em defesa dos interesses da categoria e fortalecimento da Instituição, através de uma luta iniciada à frente da Associação Paraibana dos Defensores Públicos, que teve continuidade quando exerceu o cargo de agora de defensor-público geral e continua hoje como subdefensora pública-geral.

Ao longo desses anos, graças ao seu carisma, fé, destemor e perseverança ela teve sua identidade com a DPE-PB consolidada pela contribuição determinante a conquistas históricas, como a nomeação dos defensores públicos concursados, a autonomia administrativa e financeira da Instituição e a paridade salarial entre ativos e inativos, além da luta incessante pela fixação dos subsídios.

Votos de confiança

Emocionada, ela agradeceu através de vídeo compartilhado em grupos de WhatsApp, lembrando que sequer teve condição de pedir votos, em virtude da Covid-19 que a acometeu. “Muito obrigada, meus colegas, pois sei que os votos foram de confiança, de coração, os quais prometo retribuir, imbuída do aguerrimento na luta, por exemplo, pela nossa independência, pelo nosso subsídio, pela nossa paridade com as demais carreiras”, declarou.

A vitória de Madalena, por meio de tão expressiva votação, tornou-se ainda maiúscula pelo fato de além de encontrar-se impossibilitada de pedir votos, ter sido impiedosa, leviana e injustificadamente atacada em grupos de WhatsApp por alguns pouco adversários, que não lograram êxito nas tentativas de desqualificação e muito menos na própria eleição para o Conselho.

Desagravo e solidariedade

Por conta disso, ela recebeu várias demonstrações de desagravo e solidariedade. Numa delas, o experiente defensor público Henriquimar Dutra considerou ser seu dever dar o testemunho de uma grande defensora da Instituição que Madalena e desagrava-lá à altura dos ataques recebidos, acrescentando que o ódio não parte dos defensores, mas dos seus adversários.

“Ao nosso sentir, a colega insultada e ultrajada é exemplo de como nasce, sonha e caminha uma líder. E de como os defensores a pressentem, testemunham-na e marcham com ela, para quem os destinos da Defensoria valem mais que suas aspirações pessoais”, afirmou.

Exemplo de superação

Ele finalizou, destacando que muitas foram as vicissitudes que ela enfrentou ao longo de sua áspera travessia em defesa de nossa classe, porém, ainda presentes, tantas perseguições, continua trabalhando pelo fortalecimento, unidade e crescimento da Instituição. “Por contingência de liderança, continua no " front", esperando agora, que seja julgada em prática e postura, em princípios e valores, pelos seus pares”, vaticinou.