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Crime Organizado

Diretor de presídio é acusado de aceitar até tratamento de beleza como propina

Segundo a investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, o diretor teria aceitado tratamento de beleza e dentário em troca de benefício a um detento.

26/10/2020 19h28
Por: Ary Ramalho
Fonte: Paraíba Todo Dia
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A ‘Operação Alegria’ prendeu diretores de presídios, policiais penais e advogados suspeitos de corrupção no sistema penitenciário de Minas Gerais. Um personagem central dessa história é Rodrigo Malaquias, ex-diretor da Penitenciária Nelson Hungria, que segundo os investigadores, a unidade era um negócio muito lucrativo para Malaquias, pois ele resolvia seus esquemas pessoalmente e dirigia a penitenciária com mão de ferro.

Segundo a investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, o diretor teria aceitado tratamento de beleza e dentário em troca de benefício a um detento.

Na penitenciária mineira, vivem 2 mil presos, em condições bem diferentes uns dos outros. Uma parte vive em celas individuais, no máximo, divide o espaço com mais um preso. Mas outro grupo vive em celas coletivas para oito pessoas, mas que chegam a receber 12, 14. Essa diferença de tratamento gerou um mercado clandestino de compra e venda de vagas e transferências. Toda vez que um preso queria sair da cela onde estava para ir para outra mais vazia, ele tinha que pagar propina.

Um detalhe curioso chamou atenção dos investigadores: além de dinheiro, o ex-diretor do presídio também aceitava um tipo de propina para melhorar sua aparência.

Veja a reportagem aqui

 

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