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Técnicos do RN conhecem sistema de produção de algodão orgânico da Paraíba

A ação foi acompanhada por técnicos da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca.

20/11/2020 20h35
Por: Ary Ramalho
Fonte: Assessoria
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O sistema de produção de algodão orgânico branco e colorido de base familiar adotado pela Paraíba deverá ser adotado pelo Estado do Rio Grande do Norte. Os primeiros contatos para conhecer a metodologia de cultivo e o sistema de comercialização aconteceram, nesta semana, durante reunião e visita aos produtores rurais por integrantes da Emater-RN. A ação foi acompanhada por técnicos da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca.

A Emater-RN é mais um órgão de assistência a agricultores familiares que busca parceria com a Empaer no campo de produção de algodão orgânico, a exemplo do que já ocorre com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que levou a metodologia desenvolvida na Paraíba para implantar em países latino-americanos.

Recebidos pelo diretor de Assistência Técnica de Extensão Rural, Jefferson Morais, e pelo gerente de Planejamento e Operações Cristiano Campello, o diretor geral da Emater-RN, César José de Oliveira, ouviu explicações sobre os trabalhos realizados junto aos produtores e, depois, visitou duas comunidades rurais onde ocorre o cultivo algodão com resultados satisfatórios. Também participaram da reunião, os extensionistas Ricardo Pereira e Eliézia Paulino.

“A Paraíba é referência na produção de algodão orgânico, por isso viemos conhecer de perto como o trabalho é realizado para, gradativamente, implantar utilizando o modelo da Paraíba que já deu certo”, comentou o diretor da Emater do Rio Grande do Norte. Ele ficou bastante entusiasmado com a metodologia de trabalho junto aos produtores, destacando a produção consorciada com outras culturas, com isso, agregando valor e garantindo mais renda. “A experiência servirá de referência para o nosso Estado, e vimos aspectos bastante positivos que são relevantes para o sucesso”, concluiu.

Quadro atual – A produção do algodão orgânico branco e colorido, na atual safra, deve chegar a 308 toneladas de algodão em rama. São 437 agricultores participantes do programa espalhados em 63 municípios, com uma área de 595,7 hectares cultivados. Todos têm o acompanhamento técnico dos extensionistas das regiões administrativas de Itabaiana, Guarabira, Campina Grande, Solânea, Areia, Serra Branca, Picuí, Patos, Itaporanga, Princesa Isabel, Pombal, Catolé do Rocha, Sousa e Cajazeiras.

Em maior destaque, o algodão orgânico branco variedade BRS 286 é cultivado em cerca de 350 hectares, com o manejo feito em consórcio com as culturas do milho, do feijão, do gergelim, de hortaliças, de frutíferas e de plantas nativas. Em caso de ocorrências, após avaliações técnicas, são utilizados adubos naturais, como o extrato de algumas plantas e biofertilizantes.

Estão integrados neste Projeto Algodão Orgânico Paraíba os parceiros, Instituto Casaca de Couro, Embrapa Algodão, indústria Têxtil Norfil S/A, Coopnatural, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Sebrae, o Insa e Secretaria de Ciência e Tecnologia/Fapesq.

 

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