Centro Educacional Ágape
retomada das aulas

Carreata nacional pela reabertura das escolas no Brasil acontece neste sábado, em Patos

Através dessa carreata também queremos reforçar a necessidade de que os governos dos estados e governo federal classifiquem a educação como serviço essencial, formalizando a necessidade de priorização destes serviços dentro da sociedade.

14/01/2021 21h33
Por: Ary Ramalho
Fonte: Assessoria
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Foto - Reprodução
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Neste sábado, 16/01, ocorrerá uma manifestação nacional, composta por pais, professores, representantes de escolas e médicos. Eles estarão unidos em carreatas em diversas localidades do país, para exigir que as autoridades priorizem a retomada das aulas presenciais nas escolas, no formato facultativo, com todos os protocolos de segurança.

Através dessa carreata também queremos reforçar a necessidade de que os governos dos estados e governo federal classifiquem a educação como serviço essencial, formalizando a necessidade de priorização destes serviços dentro da sociedade.

Desde março de 2020 as escolas estão fechadas na maior parte do Brasil. Já se passaram 10 meses desde que as crianças foram proibidas de frequentar as escolas presencialmente. No início da pandemia era razoável que essa atitude fosse tomada, uma vez que a doença era ainda muito desconhecida, e que se imaginava que o comportamento do coronavírus fosse similar a outras viroses já conhecidas, que se disseminavam com bastante facilidade entre as crianças. Isso justificou o fato de diversos setores da economia terem sido priorizados no processo de saída gradativa do lockdown.

Porém, com o passar dos meses, vários artigos científicos trouxeram a conclusão de que crianças raramente transmitem COVID para os adultos, dificilmente precisam de medicamentos específicos, e que crianças raramente desenvolvem quadro grave da doença. Dessa forma, a escola, com todos os devidos protocolos, não é um local de alta transmissibilidade. Além disso, com o passar do tempo, foi sendo percebido também que o afastamento das escolas já trazia sérias consequências. Crianças que aparentemente estão sendo consideradas “birrentas”, ou “difíceis de lidar” estão na verdade sinalizando quadros de ansiedade, irritabilidade, depressão e alterações do sono. Distúrbios de alimentação levando a quadros de obesidade ou anorexia. Adolescentes falando em suicídio. Medo, pânico. Agressões e violência sexual. Tudo isso sem falar nas perdas evidentes no desenvolvimento cognitivo das crianças menores, que precisam da interação social não apenas como uma diversão, mas sim para a sua formação psíquica e motora. Ou seja, desde meados de agosto já sabíamos que era seguro e necessário voltar.

Porém as autoridades não priorizaram o retorno das crianças para as escolas, como aconteceu em diversos países do mundo. As aulas online foram um paliativo que contribuiu (em parte) para a questão pedagógica ou curricular para algumas crianças. Porém muitas não tiveram essa oportunidade e com isso sabemos que a qualidade do ensino foi gravemente comprometida. A evasão escolar será altíssima. Muitos jovens já desistiram de retornar. Já estão trabalhando, se casando, engravidando, ou simplesmente perderam o gosto pelo estudo.

Não sabemos o que será feito com os demais setores da economia. Porém sabemos que lugar de criança é na escola, que a escola é um local seguro, que ela é um serviço essencial, e que, portanto, ela deve ser prioridade. Ou seja, as escolas devem ser o primeiro setor a ser reaberto, e só fechar novamente em caso extremo, depois que todas as demais medidas de contenção cabíveis.

Nossas crianças não podem mais continuar pagando esse preço altíssimo. Elas não podem continuar sendo privadas do convívio escolar (que é um direito constitucional) enquanto seus pais circulam livremente.

 

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