Centro Educacional Ágape
criticou na sessão

Zé Gonçalves critica retirada de camelôs, propõe auxílio emergencial por parte da Prefeitura e critica governo Bolsonaro

Ele propôs, através de requerimento ao Executivo, a criação de um auxílio emergencial municipal para esses trabalhadores, além da formação de uma comissão para debater uma solução para o problema.

24/03/2021 07h08
Por: Ary Ramalho
Fonte: Assessoria - Ver. Zé Gançalves
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O sindicalista e vereador Zé Gonçalves (PT) criticou na sessão da Câmara Municipal realizada remotamente na noite dessa terça-feira (23) a forma desumana com que as equipes da Prefeitura de Patos fizeram a retirada dos camelôs do Centro da cidade.

Ele propôs, através de requerimento ao Executivo, a criação de um auxílio emergencial municipal para esses trabalhadores, além da formação de uma comissão para debater uma solução para o problema. “Todos nós queremos uma cidade organizada, com calçadas livres para os idosos, deficientes, para todos. O que nós condenamos foi a forma com se deu essa retirada, inclusive recolhendo produtos”, analisou.

Zé Gonçalves defendeu que o Município deveria ter  criado uma comissão formada por representantes do sindicato da categoria, da própria Câmara, do governo municipal para discutir e encontrar uma solução.

" Zé Gonçalves culpou o governo federal e disse que  a maioria dos camelôs patoenses são vítimas da política perversa do Bolsonaro que provoca aumento na informalidade,  somando 32 milhões de trabalhadores brasileiros e mais de 14 milhões de desempregados." Para piorar a situação, o governo federal cortou o auxílio emergencial e ninguém recebeu nestes três meses de janeiro, fevereiro e março, piorando suas vidas e quebrando o comércio", denunciou o mesmo.

 Ele reiterou as críticas em relação ao camelódromo atual que é estruturalmente bom, mas é muito isolado e não favorece as vendas, pois de 112 pontos do Centro Comercial Batista Leitão, construído em 2015, estavam ocupados apenas 6, demonstrando ser um local inadequado” disse o parlamentar.

Moradia

Zé Gonçalves criticou o anúncio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e  Habitação chamando para realização de um cadastro único de moradia a ser realizado no camelódromo. Ele estranhou a realização do cadastro,  porque solicitou a relação dos contemplados nos últimos projetos de moradia em Patos, e recebeu a resposta de que o órgão não tinha esses cadastros e que era de competência da CEHAP e Caixa Econômica. " O que me surpreende hoje é a secretária afirmar à imprensa sobre o cadastro. Se não é competência da secretaria, como vão levar pessoas para o camelódromo,  aglomerando em plena pandemia  se não é de responsabilidade da Secretaria, este cadastro?”, questionou.

Segurança

O parlamentar destacou também em seu discurso, a questão da  insegurança que estamos vivendo no município.  Ele lembrou que vigilantes, guardas municipais e outros servidores classificados no último concurso poderiam ser chamados para proteger o patrimônio público, inclusive levando mais segurança às praças da cidade, às escolas e aos postos de saúde. " A segurança do patrimônio Público Municipal é de competência do executivo e para que isso aconteça, chame os classificados no último concurso, pois se tem contratado e comissionado, justifica a existência de vagas", disse o vereador.

Mortes pela COVID-19

O vereador responsabilizou o governo federal em nunca ter dado prioridade a doença, de ter tratado desde o início da Pandemia com chacotas, como gripizinha." Hoje o Brasil chega a 3.158 mortes, sendo 124 por hora. De cada 100 brasileiros, apenas 7 foram vacinados. Pode faltar sedativo para intubação e até oxigênio em diversos estados. Isso é responsabilidade direta do presidente", alfinetou o parlamentar.

Defesa dos servidores
 públicos e do SUS

O vereador fez uma defesa intransigente do SUS, criado em 1988, como o maior Programa de Saúde Pública do Mundo e afirmou que a sorte do povo brasileiro ainda é o SUS e os servidores públicos." É muito bom enquanto vereador, participar de sessão remota com medo de ser infectado. Agora vamos nos colocar aqui na condição de um  servidor que está dentro de uma UTI tratando pessoas infectadas? Já imaginou o psicológico de cada um? E pior, sem condições dignas de trabalho e de salários", pontuou o sindicalista e vereador.